Blog da equipe Petrobras Lubrax
Ontem foi um dia muito complicado para mim. Conheci as dunas peruanas do Rally Dakar 2012 e com certeza foi uma lição de pilotagem. Estava indo muito bem nos primeiros quilômetros até me deparar com o início das dunas de areia fofa. Logo que entrei fiquei preso nelas. A moto ficou enterrada e caí por cima do guidão. Nada de ruim aconteceu comigo, mas naquele momento começou o meu desespero. Puxava a moto e ela não saía. Fiquei pouco mais de 20 minutos parado tentando arranjar uma solução.
E foi aí que aquela duna foi a minha escola. O segredo é ir devagar, em baixa rotação e ir tirando a moto com calma. Não adianta enfiar a mão e acelerar. No final deu certo, e estou me sentindo muito bem agora. Aprendi e sigo em frente. Hoje, sábado, tenho mais dunas no trajeto. Estou focado em chegar a Lima amanhã, meu grande objetivo!
Denisio do Nascimento
Estamos agora com três horas de diferença em relação ao Brasil já que chegamos ao Peru. Logo que entramos neste novo país já deu para perceber o novo terreno. No acampamento de Arequipa dava para ver ao longe a beleza do famoso vulcão Misti. Aliás, o acampamento é bem longe da cidade em si, então estamos em um local isolado. No caminho até aqui também passamos por belas paisagens, bem diferentes das que vimos até agora.
E a competição segue firme e difícil, os que chegaram até aqui já podem ser considerados heróis.
Com certeza os organizadores do Rally Dakar estão conseguindo fazer valer a frase “lugares diferentes, mesma aventura”!
André Azevedo
O Rally Dakar na América do Sul tem algo que a África não possuía tanto: paisagens e terrenos diferentes. É impressionante como aqui cada etapa possa ser tão diferenciada da outra. O quarto dia de prova, em comparação ao anterior, era totalmente distinto. Em um deles passamos por pedras e montanhas. No dia seguinte, por vales e rios. Isso é muito legal para um competidor de rali, pois somos testados em múltiplos ambientes em um curto espaço de tempo.
Já na África o terreno é mais constante, mas é aqui na América do Sul que nossa capacidade é realmente verificada. Sem contar que as paisagens latinas são deslumbrantes. Embora no meio de uma especial estamos em altas velocidades e também focados no resultado, temos uma noção da riqueza desses locais. Uma variedade imensa!
André Azevedo
Caminhão durante a quinta etapa do Rally Dakar 2012
Crédito da foto: Maindru
Por conta do problema que tivemos na terceira etapa, quando uma pedra entrou no sistema de direção do caminhão, acabamos largando ontem mais atrás, na 21ª posição. Isso é ruim, pois ficamos muito tempo na poeira de outros caminhões, impedindo a visibilidade. Nessas condições a pilotagem acaba ficando perigosa e todo cuidado é pouco.
E mesmo tendo cuidado passamos por um bom susto. Sem enxergar direito avistei um precipício e estávamos indo diretamente a ele. Tive que frear bruscamente e no susto deixei o veículo morrer. Por muito pouco os pneus dianteiros do caminhão não ficaram suspensos no ar.
Depois do susto, tivemos que nos recuperar e seguir em frente. Ultrapassamos vários caminhões e terminamos entre os Top 15. Terminada a especial encontramos nosso amigo e piloto de moto Vicente Neto. Ele estava com dificuldades para seguir, pois o guidão da motocicleta havia entortado. Pegamos nossas ferramentas e conseguimos melhorar um pouco para que ele conseguisse terminar o deslocamento.
No final deu tudo certo, como sempre! E lá vamos nós para mais uma etapa do Rally Dakar.
André Azevedo
Crédito da foto: Maindru
Às 11h20 daremos início ao deslocamento para iniciarmos na especial de hoje, terceira etapa do Rally Dakar 2012. Sabemos que enfrentaremos altitudes de até três mil metros, na Cordilheira dos Andes, e imagino que este será um dos principais desafios do dia.
Ontem foi um dia de muita atenção na prova. Pegamos grandes retas onde andamos com uma velocidade média de 150km/h, na poeira do competidor da frente, pois a largada entre os veículos foi muito próxima. Então foi um dia perigoso para quem não teve cuidado. Também tivemos problemas no finalzinho da especial na embreagem, bem no meio das dunas. Agora o caminhão já passou pela manutenção e acreditamos que esteja tudo ok para mais uma etapa do rali.
*André Azevedo, direto de San Rafael (Argentina)
Nesta quinta-feira (18), os competidores do Rally dos Sertões realizaram a nona e penúltima etapa da prova, entre as cidades de Teresina (PI) e Sobral (CE). “Percorremos 142 quilômetros e hoje foi um dia de muita atenção, pois tinham várias referências na planilha como erosão e valetas, sendo importante avisar a todo o momento”, explicou o navegador do caminhão Sidinei Broering. Completando o trio do caminhão está o mecânico Ronaldo Pinto. 


Durante a especial de hj, como é comum acontecer com os caminhões grandes, um galho de uma árvore bateu no para-brisa, quebrando-o. Por precaução paramos, retiramos os estilhaços e seguimos em frente”, contou o piloto André Azevedo, que conta ainda com a presença de Sidinei Broering e Ronaldo Pinto na cabine.
Para situações como essa, a equipe carrega óculos de moto, já que em uma etapa como a de hoje chegaram a atingir a velocidade de 162km/h. “Assim nos protegemos do vento e ficamos tranquilos, pois não há mais a proteção do vidro”, completa André.

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Hoje o caminhão da Petrobras Lubrax não deu tanta sorte, embora esteja em segundo na classificação geral entre os pesados. “Logo que alcançamos a ponte, eu a achei meio complicada para passarmos, embora estivesse no roteiro. Enquanto estávamos atravessando com mais cuidado, uma das vigas não suportou as sete toneladas do caminhão e cedeu. Com isso, acabamos presos na ponte e tivemos que aguardar outro competidor para nos rebocar dali”, explicou o piloto André Azevedo. Completando o trio do caminhão, André conta com a presença do navegador Sidinei Broering e do mecânico Ronaldo Pinto.
Por conta do problema, o trio perdeu cerca de 20 minutos de seu tempo. “Uma pena, mas ainda tem muito rali pela frente”, completou o experiente André.


Hoje o piloto Denisio do Nascimento se superou. Largou em 34º de Goiânia e chegou em 5º na cidade de Pirenópolis. "Hoje muita gente se confundiu com a planilha e pegou o caminho errado. Como eu larguei mais atrás via muitos rastros diferentes no chão, mas achei melhor confiar na minha interpretação da planilha e deu certo", explicou Deni.
A etapa de hoje tinha como característica muita pedra e trechos duros. "Para completar o terreno era de terra tipo talco, atrapalhando a visibilidade e no meu caso que tinha que ultrapassar muita gente foi bem complicado. Cheguei no acampamento cuspindo tijolo", brincou o piloto.

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