História
O Rally Dakar 2012

Pelo quarto ano consecutivo, o Rally Dakar acontece na América do Sul – este ano entre 1º e 16 de janeiro.

PERCURSO

>> Motos e quadris Deslocamentos: 4.019 quilômetros; especiais: 4.372 quilômetros; total rodado: 8.391 quilômetros.

>> Carros Deslocamentos: 4.216 quilômetros; especiais: 4.161 quilômetros; Total rodado: 8.377 quilômetros.

>> Caminhões Deslocamentos: 4.216 quilômetros; especiais: 4.120 quilômetros; total rodado: 8.336 quilômetros.

Em 2012, os competidores irão percorrer mais de 9 mil quilômetros entre Mar Del Plata, na Argentina, até Lima, no Peru. Ao todo, serão 14 etapas, com um dia de descanso na metade do evento.

Em território argentino, a competição passa, além da cidade da largada, por Santa Rosa de La Pampa, San Juan, San Rafael, Chilecito e Fiambalá, esta última região considerada o trecho mais casca para a maioria dos pilotos.

Depois de atravessar a fronteira com o Chile, a caravana segue até Copiapó, já final da sexta etapa, prevista para 8 de janeiro. Aqui, as equipes descansam um dia, para depois enfrentarem as próximas três etapas antes do Peru: Antofagasta, Iquique e Arica.

No Peru, país que entra pela primeira vez no Dakar, os pilotos passam por Arequipa, Nasca, Pisco e, enfim, Lima, chegada do megaevento. Aliás, é neste país onde estão os principais trechos inéditos da edição 2012.

Para aumentar ainda mais a emoção, a organização promete dunas, muitas dunas! Há quem diga que será este será o rali das dunas. Já a navegação, ao que tudo indica, será mais complicada em San Rafael, Copiapó, Antofagasta e Nasca.

PRINCIPAIS MUDANÇAS EM 2012

A principal mudança este ano é em relação ao percurso. Ano passado ele tinha forma de laço, começando e saindo da mesma cidade (Buenos Aires). Já em 2012, a prova começa e termina em pontos distintos, saindo da costa do Oceano Atlântico (Mar Del Plata) e chegando ao Pacífico (Lima). Também há uma etapa a mais em relação a 2011, que teve 13.

Outra mudança significativa é a obrigatoriedade de redução da potência dos motores das motos: todas devem ter 450 cilindradas. A regra, inicialmente aplicada apenas para os pilotos de elite na edição de 2011, agora se estendeu a todos os motociclistas – antes não havia limite de potência para o segundo escalão.

Outra nova regra é a penalização, em minutos, para cada troca de motor entre as motocicletas. Essa norma animou as equipes menores, que não têm condições de levar cerca de dez motores para a prova, como fazem os times de ponta. Para a primeira troca, o piloto perde 15 minutos. Para a segunda, 45 minutos, e para a terceira e posteriores, 2 horas – leia entrevistas com os pilotos brasileiros, que opinaram sobre a nova regra.
 
PILOTOS BRASILEIROS

Ao todo, o Dakar de 2012 vai reunir 185 motos, 33 quadriciclos, 171 carros e 76 caminhões, totalizando 465 veículos (31 a mais que no ano passado). Serão 50 nacionalidades diferentes.

Quanto aos brasileiros, o grupo dos motociclistas aumentou este ano: sete pilotos ante os três de 2011. Nos carros o Brasil continua com duas equipes e nos caminhões apenas a Petrobas segue como representante do país.

>> Pilotos de moto: Zé Hélio Rodrigues Filho (número 26, moto Huqsvarna); Felipe Zanol (28, KTM); Ike Klaumann (37, Huqsvarna); Dimas Mattos (61, KTM); Denisio Nascimento (89, Honda); Vicente de Benedictis Neto (104, Beta); Arndt  Beudweg (109, KTM).

>> Carros: Guilherme Spinelli e Youssef Haddad (número 310, equipe Rancing Lancer Mitsubishi) e Jean de Azevedo e Emerson Cavasin (326, Navarra Nissan).
 
>> Caminhão: André de Azevedo, Maykel Justo e o tcheco Jaromir Martinec (número 103, Petrobas Tatra T 815).

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