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Depois de quase barrados, cinco brasileiros irão para mundial de escalada na Itália


Por Amanda Nero | 06/07/2011 - Atualizada às 10:00

A escaladora Janine Cardoso
A escaladora Janine Cardoso
Foto: Arquivo Webventure
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Cinco brasucas participarão do mundial de escalada esportiva da Federação Internacional de Escalada (IFSC) em Arco, norte da Itália, dias 15 a 24 de julho: Janine Cardoso, Cesar Grosso, Thais Makino, André “Belê” Berezoski e Pedro Nicoloso.

Antes, Cesinha, Thais e Belê também participam de uma competição de dificuldade em Chamonix, França, dias 12 e 13. Já Arco terá as modalidades velocidade, via de dificuldade e boulder. Pedro vai competir apenas em boulder e os demais em boulder e dificuldade. (Clique aqui para acompanhar a viagem no blog de Thaís Makino).

Por causa da diferença de infraestrutura para treinar e competir, chegar às semifinais já é uma vitória para os brasileiros. “Os cenários são completamente diferentes. Os franceses e os italianos, por exemplo, recebem patrocínio e apoio do governo. O trabalho deles é treinar”, explica Janine. “Aqui, além de trabalhar para nos mantermos, temos de pagar para ir até lá”, desabafa. “Ainda bem que este ano eu tenho o apoio da North Face”.

Mais de 700 atletas de 55 países se reunirão na Itália. Pela primeira vez, o evento abrirá espaço para escaladores portadores de deficiência física, com o 1º Campeonato Mundial de Paraclimbing, que rolará paralelamente à competição principal.

Na corda bamba
Os brasileiros quase não foram à Arco: a IFSC ameaçou bloquear a inscrição de países que deviam dinheiro à entidade, e nesta lista estava o país tupiniquim. Segundo Janine, a IFSC já tinha ameaçado tal proibição em 2010, mas acabou perdoando os devedores ao entender que o esporte e as entidades que o regem ainda estão evoluindo nesses lugares.

Em 2011, a história se repetiu. Só depois de muita conversa entre a IFSC e a Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), os gringos liberaram a ida dos brasileiros, com a condição de que os débitos sejam pagos num prazo acordado.

O presidente da CBME Silvério Nery conta que a divida era de 2.395 euros. “Tínhamos de pagar metade desse valor até 31 de julho e a outra parte até 30 de novembro”, explica. “Graças às doações recebidas por meio de uma campanha, já conseguimos pagar a primeira parcela em junho”.

A confederação ainda depende de mais doações para conseguir liquidar a segunda parte. Para ajudar, acesse www.cbme.org.br/cbme/doacoes-voluntarias.



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