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Mitsubishi Cup Nacional abre temporada com 68 carros no grid


Por Daniel Costa | 02/04/2011 - Atualizada às 22:57



Cristian e Beco, campeões da Triton RS
Cristian e Beco, campeões da Triton RS
Foto: Tom Papp
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A cidade de Paulínia no interior do estado de São Paulo foi o palco da abertura da Mitsubishi Cup, neste sábado. A novidade da temporada 2011 no rali de velocidade da marca é a unificação das competições nacionais – até o ano passado, havia duas divisões, Sudeste e Nordeste. A abertura contou com 68 carros, sendo 13 vindos do Nordeste e 16 da região Sul do país.

Para os competidores nordestinos, foi a oportunidade para comparar o desempenho com as equipes do Sudeste, Centro-Oeste e Sul, além de ganhar experiência com novos pisos e condições de prova. “A diferença de terreno é grande. Aqui tem um piso duro, de terra batida, mas que é úmido por baixo. Não vi chover e em algumas curvas em que a terra foi cavoucada, o piso está molhado. Deve ser pela garoa da noite”, se impressionou o potiguar Yuri de Oliveira Afonso. “Nós estamos acostumados com terrenos mais arenosos, e trechos de canavial. Lembro de provas como a de João Pessoa em que 70% do percurso era em areia. Infelizmente o rali saiu da porta da minha casa, mas por outro lado irá me trazer novas experiências”, completou.

Após cinco anos na Cup Sudeste, o Yuri resolveu comprar uma TR4 movida a álcool zero quilômetro, que já foi enviada direto para São Paulo. “Ela ficará aqui, assim não tem o custo e tempo de transporte. Por outro lado, só entrei nela para arrumar o cinto e o banco antes da prova”, explicou o piloto nordestino.

Logística - A maioria das equipes irá deixar seus carros no Sudeste, próximo de onde se concentra a maior parte das provas do calendário da Cup. Também é o caso dos navegadores baianos Bruno Lima e Vinicius Ribeiro Castro. “Meu piloto e eu competimos na Cup há três anos, e com isso conseguimos bons contatos no Sudeste, pessoas de confiança para prepararem nosso carro. A L200 veio há um mês para cá, para ser preparada e revisada”, contou Vinicius.

Para Bruno Lima, a competitividade aumentou com a prova nacional. “Nossa categoria agora está com 28 competidores. É um grid alto e que nos obriga a dar o máximo para termos destaque. É bom ter a copa nacional, pois o país inteiro corre junto”, disse o navegador da TR4R Light, que ressaltou ainda a ajuda da Mitsubishi no transporte dos veículos. “Somos reembolsados 30 dias após o pagamento do transporte pela marca. Isso ajuda muito a trazer os carros para o Sudeste.”

Além do esporte, para a equipe de Bruno a etapa de abertura da Cup virou motivo de passeio familiar. “Meu piloto trouxe a torcida do [time] Bahia inteira para ver a prova! Mandinga baiana é o que mais tem por aqui”, brincou, sobre a família do piloto Roberto Cunha que veio em peso assistir à sua estréia na temporada.

As equipes de apoio paulistas – que alugam seus serviços de preparação, logística e mecânica - , também comemoraram a unificação dos campeonatos. Piloto e chefe de equipe, Edu Piano abrigou três carros nordestinos para a etapa de Paulínia. “Meu navegador, o [cearense] Solon Mendes , indicou alguns conterrâneos para ficarem com seus carros na minha equipe. Então aumentamos a estrutura, que hoje recebe três carros – temos capacidade para mais cinco”, explicou Piano. “Acho importante ter cada vez mais incentivo para que os carros do Nordeste participem da competição nacional. De qualquer forma, as 13 duplas que compareceram aqui já mostra um número bem positivo”, completou.


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