Um acidente num trecho de deslocamento - fora da especial, em que os tempos são cronometrados -, parou o Rally dos Sertões neste quarto dia de prova. O piloto cearense Paulo Roberto Salles, que dirigia a Troller número 168, morreu no choque com um caminhão entre a primeira e a segunda especiais do sábado, nas proximidades de Alto Paraíso (GO). É a primeira vez que um competidor morre. O navegador Antonio Vadson Alencar está no hospital em estado grave.
As primeiras versões do acidente dão conta que o carro viria em alta velocidade e, por volta das 14h, bateu forte no caminhão, que estava parado no deslocamento. Esses trechos, em que os carros, motos e caminhões se dirigem para o próximo ponto de largada, são feitos em estradas abertas, onde deve-se obedecer o Código Nacional de Trânsito.
Dados da Dunas Race, organizadora dos Sertões, indicam que cerca de 90% dos acidentes graves em oito anos de rali ocorreram no deslocamento. Num deles, em 98, aconteceu a única morte até então, de um motorista da organização.
Com traumatismo craniano, Salles foi levado de helicóptero para o Hospital de Base de Brasília, mas, segundo os médicos locais, já chegou morto. Ainda não há mais informações sobre o estado de saúde de Alencar.
Exagero - Vários pequenos acidentes têm acontecido no Rally neste ano. Ontem, o piloto Cacá Clauset adiantou-se comentando em entrevista à Webventure que o número de acidentes "está um pouco exagerado". Segundo Clauset, o motivo é a combinação da vontade de ganhar com veículos muito potentes. "O nível dos competidores e dos carros está alto, os veículos correm muito e o rali é traiçoeiro. Tem sempre uma curvinha que ganha de você. Tem gente afobada, querendo ganhar a prova no terceiro dia, quando você só consegue abrir uma boa vantangem de tempo no sexto, sétimo dia."