Marcos Moraes, diretor do Rally dos Sertões, se entusiasmou com a prova de 2011, encerrada na sexta-feira (19), em Caucaia (CE), e já fala em evoluções para 2012. A competição também recebeu elogio de pilotos. Muitos deles comentaram ter sido esta a mais difícil entre as 19 já realizadas.
“Foi uma das melhores edições que já fizemos”, disse o dirigente. "O nível técnico foi fantástico. As especiais foram excelentes: conseguimos fazer um bom estudo de traçado, de roteiro, das regiões por onde passaríamos.”
Para a edição de 20 anos, ele planeja alterações para que mais pilotos tenham chance na prova. “Buscaremos melhorias na questão das punições para que possamos deixar a coisa mais equilibrada. A forfetada [estouro do tempo limite de cada especial] gera uma punição muito dura e isso tira um pouco da competitividade da prova”, afirmou.
“Outro detalhe é a evolução do GPS. Temos de dar uma alternativa para que o piloto no fim do dia possa descarregar seus waypoints, ver na tela do computador o que ele fez e onde foi punido.”
Moraes também se empolgou com a disputa entre o francês Cyril Despres e o brasileiro Felipe Zanol nas motos: “Nunca vi nada igual, nem mesmo quando a Volkswagen esteve aqui com os Touaregs. Para se ter uma ideia, na saída da maratona, em 428 km, a diferença entre os dois primeiros foi apenas de cinco centésimos. Isso mostra que os pilotos brasileiros estão evoluindo e com excelente nível técnico”.
Foram 4.041 quilômetros percorridos pelos competidores em dez dias, de Goiânia (GO) a Caucaia (CE). A prova passou por cinco Estados brasileiros.